quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Amores da minha vida.

Tive poucas namoradas na vida. Aliás para ser mais sincero apenas duas. Uma que fiquei 6 anos é meio inútil falar uma vez que me arrependo quase de tudo que eu fiz... Mas tudo bem aprendemos com os erros. A outra, a loira mais linda do mundo, chama-se Sibila e hoje ela é minha esposa que ainda me deu um presentão: meu filho Miguel.

Eu conheci a Sibila há sete anos, porém mal nos falávamos; ela era apenas pra mim a irmã mais velha de uma das integrantes da minha banda, With Grenades. Mas foi surpreendente como nós acabamos ficando amigos, para desagrado dos nossos namorados na época. Não nos importávamos -gostávamos de andar juntos, de conversar, de pedir conselhos, de desabafar. A Sibila acabou se tornando uma amiga querida demais e meus amigos achavam que essa amizade era muito íntima para ser apenas amizade (sem contar que eles a achavam linda demais para se ignorar). Mas a Sibila sempre me soou diferente das outras meninas, era bonita demais e inteligente demais - era muita perfeição numa pessoa só. O jeito de rir, de olhar, de escutar, de conversar. Era muito diferente e dava alívio nos meus momentos de dificuldade. Íamos muito na mesma lanchonete conversar, fazer desenhos nos guardanapos como duas crianças. Como era bom.
Bom, há mais ou menos 8 meses terminei com a minha primeira namorada (aquela que fiquei 6 anos como já disse) e me aproximei muito da Sibila, não com segundas intenções, e sim porque ela me ouvia, me entendia e sempre me dava um puta consolo. No entanto acabamos nos envolvendo e para resumo da conversa, estamos apaixonados, nos amando e muito felizes. Eu ao menos nunca fui tão feliz na vida.

O Miguel é meu filho. Tenho 26 anos e sou pai de um guri lindo e batalhador que nasceu prematuro com várias dificuldades respiratórias. Eu o amei quando ele estava na barriga da Sibila e o amei ainda mais quando o vi, mesmo não sendo o pai biológico. Achei que nunca me sentiria tão pequeno na vida mas me senti: e foi maravilhoso ver o quão a vida pode ser surpreendentemente incrível.

Eu já disse que não tenho muito afeto pelos meus pais, mas eles são uns dos meus maiores amores também. Minha mãe especialmente e é claro minha irmã mais velha que sempre, em toda circunstância, esteve do meu lado. Hoje ela é casada com o Samuel, o melhor cunhado ever e a pessoa mais generosa que eu já encontrei na vida. Ambos são meus melhores amigos e companheiros, amigos leais e carinhosos. Moro com eles há alguns meses e embora eu esteja procurando apartamento para viver com minha nova família, dá vontade de ficar lá pra sempre.

Quanto a amizade, falei anteriormente do Less, meu melhor amigo que faleceu. Eu tive uma amizade muito forte com outro integrante do With Grenades, o Nick, mas nos desentendemos feio. As razões são irrelevantes, o que importa é que pela convivência nos deparamos com facetas que nunca achamos que veríamos.

Tenho vários amigos, mas nenhum se compara a uma única guria surtada que atende pelo nome de Rebi. Eu já a citei algumas vezes nos meus textos podres, mas desta vez falarei da minha irmandade com ela. Sim, porque não é nem mais amizade é irmandade o que eu tenho com ela. Sofremos e rimos juntos, desde 2001. Lembro claramente quando a vi, conversando com nossos amigos Paula, Thiago e André, e fiquei encantado com o sorriso maroto de menina que ela tinha. Na época, não nos falávamos muito, apenas o necessário, mesmo porque, minha namorada era muito ciumenta e por alguma razão idiota, detestava as duas integrantes mulheres da banda. Mesmo assim, mesmo distantes, tinhamos um carinho-irmão um com o outro, até que no ano passado, quando o Thiago morreu tragicamente, nos unimos muito. Passamos a andar mais juntos, conversar, irmos ao parque, ao Franz Café, conversar ou só ficar olhando um pra casa de pastel do outro. Era reconfortante. Ela é um geniozinho de pavio-curto igual eu, que sofreu os mesmo baques que eu, e que portanto me entende mais que todo mundo.

Por ela conheci outras pessoas que nunca vi, mas já tenho um carinho especial.
A vida é realmente engraçada, não? Mas muito, muito boa.

2 comentários:

Rebeca Bondioli disse...

i.i que linda história.

Bom, você sabe, K.

Anônimo disse...

orra nem falou de mim xDD zueirinha huhuahuahuahua!
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